Estamos numa temporada de ventos fortes? Na ministração "Os ventos revelam fundamentos", Rodrigo Viana compartilha o que o Senhor colocou em seu coração: os ventos não vêm para destruir a casa, e sim para mostrar o que está debaixo dela.
Duas casas parecidas por fora
Em Mateus 7.24-27, Jesus fala de duas casas. Por fora, elas podiam parecer semelhantes. A diferença não estava na aparência, e sim no que estava embaixo. As duas enfrentaram chuva, rios e vento. Uma permaneceu em pé porque tinha alicerce na rocha; a outra caiu.
A tempestade não construiu um fundamento. Ela apenas revelou o fundamento.
A chave do texto é a prática: quem ouve a Palavra e a pratica edifica sobre a rocha. Não é por causa de um livro, lembra o pastor: se não aplicamos o que lemos, é só um livro.
Jonas: quando o caminho aberto não é o caminho certo
Para ilustrar, o pastor volta a Jonas 1 — o texto que, aliás, marcou a sua própria conversão. Deus manda Jonas a Nínive; ele pega um navio para Társis. E aqui vem um alerta importante:
- Nem toda porta aberta é direção de Deus. Jonas encontrou um navio e uma rota, mas encontrar um caminho não significa estar na rota do propósito.
- Há caminhos que parecem direitos ao homem, mas Provérbios 14.12 avisa onde terminam.
- O problema não é Jesus dormir no barco; é um profeta que carrega uma palavra e dorme justamente onde devia estar ativo.
Quando a tempestade chega, ela expõe o que sustentava Jonas: não a obediência, mas os seus sentimentos. A indignação com Nínive era maior do que a disposição de participar da misericórdia de Deus.
Podemos conhecer a voz de Deus e ainda assim permitir que os nossos sentimentos determinem o caminho que vamos seguir.
O que o vento vai revelar em mim?
Nenhuma conta, plano ou planilha garante que a vida seguirá o desenho que fizemos. O pastor conta que perdeu o emprego para cuidar da mãe, que faleceu quatro meses depois, e que, um mês após isso, uma conversa na porta da igreja abriu a porta do trabalho em que está até hoje. O vento mudou a rota — e Deus estava na rota.
Por isso a pergunta não é "vai haver vento?" — a resposta é sim. A pergunta é: quando o vento vier, o que ele vai revelar sobre mim?
Ele destaca ainda que:
- O vento não é para assustar, é para mostrar onde precisamos aprofundar.
- Os ventos fortes vêm também com revelação do que Deus quer fazer para este tempo.
- O que nos permite carregar algo de Deus não é sermos especiais, mas sermos fundamentados na Palavra.
- Quando a conta "não bate", ainda assim tudo está pautado no fundamento que carregamos.
Antes de tratar a cidade, Deus trata o coração
A aplicação final é a mais profunda. Jonas foi confrontado porque ainda havia propósito para ele — e, antes de tratar a cidade através do profeta, Deus tratou o coração do profeta.
De nada adianta levar esperança a uma cidade se, por dentro, já desistimos de pessoas. Não adianta falar de restauração se já decidimos quem merece ser restaurado, nem pedir um tempo novo continuando sobre antigas indignações.
O vento não era o fim da história de Jonas.
Para levar para a semana
- Examine o seu fundamento: obediência à Palavra ou sentimentos e vontades?
- Não confunda porta aberta com direção de Deus: confirme com a Palavra e com a oração.
- Liberte alguém que você "desistiu" no coração.
- Mantenha o Senhor, e não a estrutura, como a razão de adorar.
Assista à ministração completa no vídeo abaixo.



