Início / Blog / ministração

Geração dos frutos

Jesus disse: "Eu sou a videira verdadeira." Na ministração de Pb. Gleice Kelly, essa frase vira uma pergunta que todo ramo precisa responder: como está o seu fruto? Não para gerar culpa, mas para nos reconectar à fonte.

Quem é de verdade não faz força

Uma das primeiras ideias da mensagem é que a videira verdadeira nunca seca e nunca deixa de dar fruto. E quem está conectado a ela não precisa fazer força para que o fruto aconteça: ele nasce naturalmente, na lógica do céu.

Muitos de nós vivem na aceleração, achando que sempre é preciso fazer mais. Jesus diz o contrário: a verdade que foi estabelecida em mim só produz algo em você se você entender quem Ele é com você.

Estações secas não são sentença

Haverá estações em que o ramo queira ficar seco. A pregadora lembra que isso não significa que você não presta ou que não foi chamado — pode ser apenas uma estação em que você está se reencontrando. O problema começa quando deixamos de nos alimentar da fonte.

Ela destaca ainda um perigo muito comum: a comparação.

  • Olhar o fruto de outro ramo e achar que o seu vale menos acaba com a missão de Deus.
  • O inimigo semeia nos ramos — principalmente na liderança — dúvida e comparação.
  • Deus não mede quantidade, mas a qualidade da entrega na sua totalidade.

Deus não lança fora: Ele recoloca de pé

Ao comentar o texto de João 15 no contexto original, ela traz uma leitura que acolhe: o agricultor não é aquele que apenas corta e queima. Quando um galho cai na lama, o agricultor o levanta, o lava, o limpa e o coloca de pé debaixo da videira — porque ainda vê algo verde ali dentro.

Eu ainda quero você, eu ainda quero me conectar com você.

A poda, portanto, também é cuidado. "Se for para me podar, Ele vai podar — para que cresça um fruto que glorifique o nome do Senhor."

Cuidado para não envelhecer por dentro

Um alerta pessoal da pregadora, vindo de uma palavra que recebeu: você não pode envelhecer espiritualmente. Quando isso acontece, a pessoa até sabe, até entende, mas não tem mais vontade — nem coragem de dizer: "Eu preciso ser podado para que algo bom saia de mim."

Por isso ela propõe uma pergunta para fazer em silêncio, "para dentro de você, não para mim":

  1. Quais frutos eu dei este ano?
  2. Quem eu consegui alimentar, mesmo na minha pior estação?
  3. Quem eu toquei, mesmo passando por um turbilhão?

Fruto é para ser repartido

Tudo que é grande e profundo dentro de nós não quer ficar em nós: quer ser reproduzido através de nós. Se o que aprendemos com Deus para em nós, há alguma coisa entupida.

E ninguém produz sozinho. Com um só corpo — cada um com seu ramo e seu fruto — a obra é mais forte e sustenta mais peso. A individualidade, diz ela, precisa acabar.

A geração que vai alimentar a próxima

O ponto mais forte do final: somos a geração que vai alimentar a geração que talvez não conheça Deus do jeito que conhecemos. Por isso os nossos frutos precisam estar bons.

Muita gente vai chegar com fome — de presença, de paz, de se sentir aceita e abraçada, não julgada. A preocupação de Deus é: o meu fruto pode fazer algo por uma alma?

Nós não precisamos convencer ninguém com as nossas palavras. Só precisamos ter bons frutos para alimentar muita gente que tem fome e sede de Deus.

Para levar para a semana

  • Volte para a videira: ore, leia a Palavra e permaneça conectado.
  • Pare de se comparar: você também é bom, e o seu fruto tem lugar.
  • Se você se sentiu seco ou machucado, deixe o agricultor te colocar de pé de novo.
  • Escolha uma pessoa para alimentar esta semana — com um abraço, uma palavra, um tempo.

Assista à ministração completa no vídeo abaixo, incluindo o momento de oração.

Assista à ministração completa

Miniatura do vídeo Geração dos frutos